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Vencer o Abismo
ConexĂŁo com o Ar e LĂșcifer
A magia Ă© a manipulação do vĂsivel atravĂ©s do invisĂvel. Compreender o invĂsivel talvez seja a primeira parte do trabalho, mas nĂŁo Ă© nada quando nĂŁo se sabe transformar essas correntes energĂ©ticas em matĂ©ria pura, moldando sua realidade, transformando-a. O poder de mudança na prĂłpria vida, a lapidação da verdadeira vontade, o sacrifĂcio do ego, todas essas coisas, sĂŁo ganhos atravĂ©s do autoconhecimento e sĂŁo a base da magia e do poder da bruxa. Muitas delas vĂȘm atravĂ©s da vivĂȘncia e a consciĂȘncia divina conectada ao seu lugar de origem. Agora, por que tĂŁo difĂcil? Estamos sempre tendo que vencer nĂłs mesmos para alcançar nosso equilĂbrio espiritual e exercer com plenitude aquilo que a Bruxa Ă© por natureza: uma caminhante de dois mundos; a ponte entre esse e o outro.
Dito isso, entende-se que a necessidade de criar uma ponte Ă© revelada pela existĂȘncia do abismo.
A dificuldade em se conectar com a mente divina e permitir livre expressĂŁo nesse mundo Ă© uma manifestação da cisĂŁo feita por LĂșcifer em sua queda.
A meses estou me perguntando: por que compreendo tudo, entendo e internalizo os mistĂ©rios, mas na hora de por em prĂĄtica tudo que aprendo aqui nĂŁo sei como fazĂȘ-lo?
Por que estudo sistemas de magia, aprendo sobre ervas e pedras e tudo o mais e na hora de fazer um feitiço que seja ele nĂŁo tem uma liga? Ă o tĂpico "pensa, mas nĂŁo age", "pensa o mundo, mas nĂŁo realiza", entendo, entendo, entendo... mas onde estĂŁo essas verdades nos meus atos?
Eu compreendi a cisĂŁo como causa mĂłr desse processo. Ă o abismo.
Onde a gente vence nossas dificuldades maiores em prol de criar uma ponte até os planos divinos e aà estå a Magnum Opus.
Ă isso que LĂșcifer espera de nĂłs e nĂŁo sĂł espera, como nos força. Nos força a sermos livres, desde que descobrimos que somos seus filhos e que em nossas veias corre o sangue divino dos anjos.
Embora pai cruel, o que nos liga a ele seria unicamente o amor, que advĂ©m do sangue. Ele Ă© o alquimista e nĂłs os elementos brutos os quais ele separa a grosseria de nossos corpos da sutileza de nossa alma e nos eleva. Sem a forja, sem a lapidação, sem essas marteladas, nada poderĂamos ser. Vencer a nĂłs mesmos estĂĄ aĂ; implica buscar internamente o que hĂĄ de mais puro e verdadeiro, nossa essĂȘncia que compartilhamos com o Todo. Logo a conexĂŁo com o Grande VĂnculo, logo... o amor.
Amor Ă© ĂĄgua, amor Ă© o que induz os corpos a se atraĂrem e a criarem. Tamanho poder nĂŁo poderia ser deixado nas mĂŁos de qualquer um, mas a divindade Ă© benevolente e doa amor por meio da Grande Teia, para assim a existĂȘncia poder se fazer com plenitude. EntĂŁo os que nĂŁo tem capacidade para compreender tal poder se tornam marionetes dessa força, revelando seu lado obscuro - e assim Ă© todas as coisas. Trevas e Luz, Caos e Ordem. Eis a cisĂŁo entre elas quando LĂșcifer caiu. Eis o abismo.
O amor como matĂ©ria essencial do universo, jamais poderĂĄ ser controlado, mas apenas direcionado. O amor para aqueles que compreendem sua expressĂŁo serĂĄ entĂŁo a potencialidade de vencer o abismo e realizar a Magum Opus e co-criar o universo ao lado de LĂșcifer. Elevando-se para a plenitude divina, no seu trono acima do altĂssimo. Superar a consciĂȘncia dos anjos.
O amor me atrai para LĂșcifer e LĂșcifer me vĂȘ e me escuta atravĂ©s da atração que sente por mim ao me escutar. E o amor sendo ĂĄgua, possibilita a mente, o espirito e o corpo trabalharem para erguer a ponte atĂ© Ele. O amor me casa com LĂșcifer; eu, uma de suas muitas esposas. Criamos a ponte, criamos um mundo, criamos a linhagem, criamos a corrente.
E se eu me esquecer?
lembre-se desse dia...
Quando eu untei meus intrumentos com lĂĄgrimas, lembrando das que eu derrubei com dor e das que derramei com amor, tendo em mente que Ă© tambĂ©m por amor que LĂșcifer me liberta e que esse Ă© o MistĂ©rio da Grande Obra.
E tudo ficarĂĄ bem...

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